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sábado, 12 de dezembro de 2015

ELIMINANDO O PRECONCEITO COM HUMANAS


Este texto é para você que não vê sentindo algum entre o MST e os sans-culottes... é para você que diz que política e religião são assuntos que não devem ser discutidos... é para você que não sabe ver Marx em um texto e Keynes no outro.... é pra você que se sente perdido em um mundo onde não há lógica e razão. Este texto é para você que não gosta ou tem dificuldade em Literatura, Gramática, História, Geografia, Sociologia, Filosofia, Artes...


Primeiro vamos identificar a origem do problema.

Literatura - as maiores queixas costumam ser de que a literatura brasileira é composta por palavras difíceis e termos de épocas. Também costumo ouvir que você pode não ter tido um bom professor ou que ele não conseguiu dar esta parte da matéria. Para este último problema é interessante ler o texto sobre educação brasileira.

Gramática - é o capeta. Mil e uma maneiras de torturar um aluno com um só verbo. Não... não... alunos e estudantes que não gostam de gramática é porque não tiveram a explicação correta sobre o que ela é... ou foram torturados por professores opressores que exigiam decorebas infinitas e sem sentido.

História - pra que eu vou estudar sobre alguém que já morreu? Santa ignorância! Vou mudar sua vida!!!! Continue lendo.

Geografia - Muita informação, relações, dados, números... impossível saber de tudo. É possível sim, mas tem que ser da maneira correta. Postarei um texto sobre como estudar Geografia.

Se você se identificou com alguma coisa acima... temos um problema: você tem preconceito com humanas.

Agora eu vou dar alguns motivos que poderão romper ou iniciar o término desse preconceito.

Literatura é uma das maneiras que a Arte se expressa. É o modo no qual o escritor achou de se expressar. As palavras são pra ele assim como as tintas são para o pintor. Entender isso é fundamental! Assim como uma tela, que raramente você sacará de primeira o que o artista quis dizer, os livros também exigem uma análise cuidadosa e atenciosa para notar detalhes. Também é importante ter cultura e conhecimento, pois a Literatura costuma ter relação com o mundo real. Vamos usar um exemplo clássico: Machado de Assis. Quem nunca ouviu falar desse cara? Sempre presente nas provas de vestibulares e na boca dos professores de Português. Você sabe o motivo? Machado de Assis está na lista dos melhores escritores da humanidade! Sim!!!! Ele é reconhecido e estudado pelo mundo. As universidades americanas adoram fazer estudos sobre as obras machadianas. Sabe qual é o livro mais famoso dele? Dom Casmurro. Jesus! O que é Dom Casmurro? Um bicho? O titulo de uma obra costuma revelar do que se trata o livro. Confesso que esse titulo exige um pouco de conhecimento, principalmente de História. "Dom" era uma maneira de se tratar uma pessoa, assim como tratamos uma mulher de idade por meio da palavra "senhora". Se "Dom" é um pronome de tratamento, então Casmurro é um nome? Exato. Dom Casmurro é um livro que conta a história de Bentinho (Dom Casmurro) e de Capitu, sua amada. O livro é excelente: é narrado em primeira pessoa, por Bentinho, que conta seu romance com Capitu... ele também narra seus pensamentos, suas desconfianças... É um livro que trabalha com a questão da mentira, traição, verdade, loucura... Gostou? Leia! É super atual!!!!! Apesar de ter sido escrito no século XIX, a temática do romance é muito presente em desabafos entre amigos. Leia-o e comprove. Não te convenci ainda? Então assista a série Tudo o que é sólido pode derreter, que é composta por treze episódios, sendo um deles sobre o livro em questão. Essa série conta a história de Tereza, uma menina de 16 anos que está no ensino médio em uma escola pública estadual de São Paulo. Ela ama se aventura em suas leituras... e acaba misturando imaginação com o mundo real.

Resumindo: Literatura é a arte necessária para nos entendermos e compreendermos o mundo ao nosso redor.

 

Mas e Gramática? Infelizmente esta costuma ser ensinada de maneira inadequada nas escolas. Alunos de escola pública geralmente não apresentam contato imediato com a elite defensora da norma culta. Tais alunos, eu e você, utilizamos a linguagem informal. Você deve ler este texto imaginando minha voz... e é essa mesma a ideia! Assim eu rompo com a barreira que a norma culta (Gramática) costuma impor. Entender o que são variantes linguísticas e saber que um dialogo entre amigos ou entre nós dois não está correto somente porque não seguimos exatamente o que manda a Gramática. Ela é uma ferramenta que nos permite articular de maneira coerente e coesa nossas ideias. Ela é sim importante, pois é uma ponte comum entre todos os usuários de um idioma, mas, infelizmente, ela é o emblema linguístico de uma elite. A Gramática é necessária para evitar esse tipo de coisa: imagine assim só escrevendo eu. Ninguém vai ficar montando quebra cabeça de palavras, né? Mas convenhamos... ninguém fala assim. A Gramática é mais para evitar o uso equivocado do MAIS e do MAS.

Resumindo: Gramática é a maneira que temos de nos comunicar de maneira coerente e coesa com todos os usuários do idioma.




História é a ciência que estuda a história da humanidade. Saber História é saber quem somos, pois somos frutos de um passado. Vamos pensar aqui no Brasil, nosso país. Eu sei que vocês que estão nos EUA e no Japão não estão no Brasil... hahhaha Não se preocupem, estou de olho em vocês também. Continuando... Você já ouviu falar da expressão "santo do pau oco"? Costumamos usar com pessoas falsas ou que enganam. Você sabe o motivo? No século XVIII, o Brasil estava em plena atividade mineradora. Ouro estava brotando em Minas Gerais (o próprio nome do estado já faz referência ao período em questão). Portugal, metrópole da colônia brasileira, cobrava impostos elevados sobre o ouro. Para enganar os fiscais, os mineradores escondiam ouro dentro de santos ocos... e assim conseguiam ficar com mais ouro do que ficariam depois da taxação dos impostos. "Esse é santo do pau oco, uma falsidade sem fim."... Nossa Senhora já escondeu muito ouro dentro de si. Você pode descobrir inúmeras coisas interessantes do nosso cotidiano estudando e entendendo História.

Resumindo: História é a maneira que temos de nos conhecer e entender o nosso passado, que influencia no presente e no futuro.


Geografia, minha matéria favorita. Costumo argumentar com minhas irmãs o seguinte... Onde eu moro passa uma rodovia e tem quatro fabricas ao redor. Eu chamo minhas irmãs e pergunto: vocês são capazes de me explicar o motivo de cada coisa está em seu respectivo lugar? Elas dizem que simplesmente estão onde estão porque estão. Mas isso não é verdade. As fabricas ficam perto da rodovia para ter acesso ao transporte rodoviário, que auxilia na distribuição dos produtos produzidos por elas. Se notar bem... o córrego que passa perto de casa também passa perto dessas fábricas: elas despejam seus restos nele. Isso também influencia na localização. O Plano Diretor da minha cidade determina que as fábricas se encontrem na região periférica, exatamente onde eu moro. A Geografia nos ajuda a entender o modo que o espaço é organizado, também nos ajuda a entender como funciona a política, a economia e o relevo. Geografia física é o estudo do relevo, da vegetação, da hidrografia... da atmosfera.

Resumindo: Geografia é o estudo do espaço ao nosso redor, natural ou feito pelo ser humano.




Entender ciências humanas é saber que nossa humanidade é estudada e precisa ser compreendida. Nós interferimos no meio ambiente, criamos uma sociedade que apresenta valores éticos e morais, temos uma história!!! Existem inúmeros tópicos capazes de nos ajudar a criar uma opinião sólida e pessoal sobre a atual situação política do Brasil. Isso nos ajuda a ser menos alienados e manipulados pela grande mídia, que é uma ferramenta que a elite usa para nos controlar. Somente por meio do conhecimento é que seremos capazes de sair da sombra da escuridão. Toda forma de conhecimento é válida e igualmente importante.


Aguardo vocês no próximo texto. :)

A reprodução deste texto é proibida e protegida pela lei do direito autoral nº 9610 de 19 de fevereiro de 1998.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

SEGUNDA FASE DA FUVEST


Fez a primeira fase? Foi bem? Espero que sim, pois agora é hora de se preparar para a segunda fase da Fuvest!


Você sabia que a primeira fase só conta como um quarto da nota total? Se você gabaritou a primeira fase, então você só tem 250 pontos de 1000. Nada de relaxar agora. A segunda fase é composta por três provas escritas: primeiro dia (Português e redação), segundo dia (todas as matérias obrigatórias do ensino médio) e o terceiro dia (matérias específicas para cada carreira).

Neste texto, vou dar algumas dicas de como se preparar em um pouco mais de um mês para as três provas.

Para começar... você está com a teoria bem sedimentada ou confiante? Se sim, pule essa parte e vá direto para as dicas. Caso contrário, permaneça lendo.

Se você ainda tem problemas na parte teórica, então coloque períodos de estudos para a teoria. Eu sou do tipo inseguro, nunca acho que sei. Sinto que preciso sempre estar estudando constantemente. Então colocarei teoria no meu planejamento.

Mas qual teoria? Reler tudo? Fazer resumos? Mas eu já fiz. Faço de novo... só que com sangue? Hahhahah NÃO! Vamos continuar no principio da calma e da tranquilidade. Nada de desespero. Que tal separar apostilas ou livros que você usou. Separe a manhã para ler a teoria. Organize-se para conseguir ler sobre os temas que você apresenta dificuldade ou necessita dar uma mirada. Leitura. Nada de resumos quilométricos que só gastam tempo. Pode fazer mapas conceituais enquanto lê, mas não precisa colocar brilhos. A ideia é só você fixar a teoria de vez. Se sentir confiante.

Eu vou ler meus livros didáticos. Gosto muito deles, pois apresentam imagens e gráficos. Tornam a leitura mais interessante. Estudarei teoria no período em que não estiver fazendo as provas. Quais provas? Continue lendo...

Caso você tenha a teoria bem guardada ou esteja bem confiante, siga as dicas abaixo!

DICAS

DICA NÚMERO 1: ORGANIZAÇÃO

Faça um planejamento. Tenha em mente que serão três provas que te colocarão dentro da melhor universidade do país.

Tenha um planejamento e uma rotina. Estabeleça horários. Faça um cronograma. Separe o material que você pretende estudar.



DICA NÚMERO 2: PROVAS ANTIGAS

Fazer provas antigas ajuda a entender o modelo da Fuvest, ajuda a detectar os conteúdos que precisam ser revisados, colabora para a previsão de possíveis temas que podem aparecer em janeiro de 2016.

Fazendo provas antigas, você se adaptará para o que te espera. Faça como se estivesse fazendo a segunda fase! Nada de celular do lado, tv ligada e amigos fofocando do lado. Na hora de fazer a prova, faça a prova. Acredite, disciplina ajuda a evitar desperdício de tempo. O tempo que você poderia deixar para o seu lazer, você acaba gastando fazendo um estudo de má qualidade.



DICA NÚMERO 3: NADA DE LOUCURAS

Pelo nome de todos os santos, deuses e guias... Não invente de fazer Kung Fu ou pular de paraquedas até realizar a segunda fase.

Para fazer a prova... você deverá estar no mínimo VIVO!

Não me venha quebrar braço. Já pensou que maravilhoso será fazer a prova com um braço quebrado? Já imaginou se fosse o braço que você usa pra escrever?



DICA NÚMERO 4: DESESPERO ZERO

A ansiedade nos transforma em seres irracionais. Não fazemos nada porque ficamos com aquele frio na barriga e imaginando coisas, pensando em assuntos desnecessários para o momento. Vamos controlar a ansiedade?

Sei muito bem que isso é muito difícil, mas temos que nos esforçar para pelo menos diminuir a ansiedade. Não podemos deixar que ela prejudique o seu estudo.



DICA NÚMERO 5: EVITE MÉTODOS QUE GASTEM TEMPO

Recomendo resumos, mapas mentais e anotações... mas temos pouco tempo para lapidar o que estudamos. Fazer resumos, mapas mentais e anotações gasta muito tempo. Sei que ajuda a fixar a matéria, porém há uma maneira de estudar mais em um mesmo período de tempo.

Leitura. De preferência em VOZ ALTA. Quando lemos em voz alta, ativamos partes do nosso cérebro responsáveis pela VISÃO, FALA e AUDIÇÃO. Se você ler a matéria gesticulando, ativará também o TATO. Quanto mais áreas do cérebro ativamos, mais fixaremos o conteúdo.

Eu adoraria recomendar uma leitura em voz alta somada com resumos e gestos. Isso fixaria bastante conteúdo, porém gasta muito tempo. E tempo não está dando em árvore, infelizmente.


DICA NÚMERO 6: ERROS

Analise os seus erros. Faça as provas antigas. Fez¿ Agora faça uma correção. Sites de cursinho apresentam resoluções das provas antigas. Veja o que acertou, mas VALORIZE O QUE ERROU. Nada de ficar triste porque errou. Veja o motivo do erro!

·         DISTRAÇÃO
·         INTERPRETAÇÃO
·         NÃO LEMBRO DA MATÉRIA, MAS JÁ ESTUDEI
·         NUNCA VI ESSA FEITIÇARIA ANTES
·         COMECEI, MAS NÃO CONSEGUI DESENVOLVER
·         TEMPO

Cada tipo de erro exige uma estratégia diferente. Comecei, mas não consegui desenvolver... o que eu faço? Reveja a teoria e faça mais exercícios sobre o assunto. Veja na resolução como era pra ter feito. Refaça a questão.

DICA NÚMERO 7: INTELIGÊNCIA

A Fuvest não é uma prova que dá preferência para decorebas. Ela quer que o aluno seja capaz de desenvolver soluções com base nos dados apresentados. Muitas das questões de Química, por exemplo, podem ser respondidas apenas com o raciocínio e o bom senso.

Busque ver isso nas provas antigas. Veja que determinadas questões não precisam ou podem ser respondidas sem o uso de fórmulas ou conhecimento prévio.



DICA NÚMERO 8: FELICIDADE

Deixe tempo para ser feliz. O período não precisa (e não deve) ser uma tortura e uma tristeza eterna.

Saia aos finais de semana, assista séries... Até recomendo que faça uma viagem.

Veja o sol e a lua. Contemple a natureza. Leia um livro que você goste.

Só não abandone os estudos! Coloque em seu planejamento os momentos reservados para esta dica. :
)


A segunda fase da Fuvest não é um bicho de sete cabeças... são somente três cabeças! Vai falar que não é mais fácil do que sete¿ hahhaha

Boa sorte! Bons estudos! Boa prova!


Quero ver todo mundo na USP ano que vem! :)



Aguardo vocês no próximo texto. :)


A reprodução deste texto é proibida e protegida pela lei do direito autoral nº 9610 de 19 de fevereiro de 1998

domingo, 8 de novembro de 2015

COMO EU ME APAIXONEI PELA MEDICINA


Medicina, dá onde eu tirei essa vontade de te querer ? Essa é uma pergunta complexa. Sem dúvidas inúmeros fatores influenciaram para que eu escolhesse essa carreira. Neste texto, tentarei expor os motivos que fizeram com que a minha opção fosse Medicina e não... Direito, Jornalismo, Química ou Gastronomia.

Eu sempre tive interesse pela ciência. Comecei a ter mais contato com ela no ensino fundamental, com a matéria denominada Ciências. Claro que hoje eu sei muito mais sobre o significado dessa palavra, mas na época, ciência significava cientista, estrelas, animais, corpo humano, laboratório, descobertas, etc. Sempre tive certeza que era sendo um cientista que eu seria feliz.

Biologia sempre foi a opção mais tentadora, principalmente porque era a única. Eu não tinha conhecimento da gama de áreas do conhecimento que eu poderia escolher. Com 10 anos eu me imaginava trabalhando em instituições que ajudassem a fauna e a flora, os seres humanos... o planeta. Foi nesse ponto em que a loucura infantil bateu mais alto e grudou na minha alma como chiclete no cabelo: eu queria ser um herói!

A vontade de ajudar e de salvar vidas foi crescendo com o passar do tempo, mas Medicina não era cogitada. Queria acabar com as dores que eu via em minha mãe, com os sofrimentos das pessoas que eu observava em programas sensacionalistas de televisão. Como eu poderia ajudar tanta gente? Por que há tanta dor e sofrimento? Entrei numa onda meio pessimista para alguém da minha idade. Sempre tinha em mente uns assuntos que muitos, para não falar todos, nem imaginavam. Eu queria entender o motivo de existir a morte, a causa das doenças, da fome e da desesperança.

Mas Medicina ainda estava passeando em outra galáxia. Eu ainda me imaginava no campo do conhecimento científico (lembrando que eu tinha aquela concepção estereotipada de ciência). Biologia deixou de ser uma opção quando eu encontrei um texto que falava sobre Biomedicina. Que maravilha seria trabalhar com pesquisa e ajudar tanta gente. Nutri essa ideia até o último ano do ensino fundamental.

Tive a sorte de ter conhecido tanta gente legal, interessante e diferente na escola onde eu fiz o meu ensino médio. No primeiro ano, conheci uma grande Amiga, que por acaso queria ser médica. Ela falava com tanta paixão... fiquei curioso em saber mais sobre tal profissão heroica e bela. Pesquisei durante meses. E fui me apaixonando pela Medicina. Será mesmo que é isso que eu quero? Tanto esforço e dedicação serão necessários para que eu consiga atingir esse objetivo. Será mesmo que é isso que eu quero?

Paralelamente, a vontade de fazer Jornalismo também foi crescendo. Eu queria sair atrás da notícia. Denunciar a mentira e revelar a verdade. Desmascarar todos que ousassem usufruir do sofrimento de alguém em prol de interesses egoístas. Mas a paixão foi esfriando... diminuindo... sumindo. Jornalismo foi embora, dando espaço para que a Medicina tomasse conta de meu coração.

Estava decidido! Eu quero ser médico!

Comecei a pesquisar universidades, entrevistas e tudo o que todo mundo faz quando descobre que quer Medicina. Sempre tive interesse pela área de neurologia, pois o cérebro humano é um universo tão belo quanto o das estrelas que não conseguimos ver com nossos olhos, mas estão dançando pelo universo.

Minha preparação para o vestibular começou no segundo ano do ensino médio. Porém, eu não sabia das estratégias e métodos de estudos que eu sei hoje. Eu me dedicava muito, mas somente o suficiente para um curto período de tempo. Foi o bastante para conseguir um bolsa excelente em um cursinho muito bom.

No terceiro ano do ensino médio, Medicina era a única certeza que eu tinha. Fiz o meu primeiro ano de cursinho nessa época também. Nele eu conheci grandes Amigos e tive contato com a tonelada de mols de matéria que eu não tinha visto no ensino médio. Foi um ano complicado pra mim.

Nesse mesmo ano, para completar a novela, eu entrei em crise! Medicina x Astronomia, qual delas eu amo mais? Eu sempre fui apaixonado pelo cosmos. O mistério da noite sempre teve espaço nos meus melhores pensamentos. A vontade de conhecer o que há além deste mundo cresceu exponencialmente.

Sempre participei de muitas olimpíadas acadêmicas, e uma delas era a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Eu tinha lido que naquele ano, os medalhistas de ouro iriam ter uma oportunidade unica de trabalharem por um tempo no Observatório Astronômico Europeu, que fica no deserto do Atacama, Chile. Eu coloquei como meta: se eu conseguir ouro, adeus Medicina.

Bom... aqui estou ralando para passar em Medicina. Vocês são capazes de concluir o resultado da OBA. Hahahha

Medicina renasceu com todo o vapor.

Quando eu coloquei como meta o curso de Medicina, também estabeleci uma regra: onde eu passar eu vou. Ela logo foi quebrada... Todos nós temos sonhos. O meu sonho tem nome e sobrenome: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Fmusp).


Uma das minhas Amigas que eu fiz no primeiro ano de cursinho passou na Fmusp. Ela me apresentou para muita gente e mostrou toda a faculdade. A paixão deixou de existir. Agora era AMOR. Eu queria (e ainda quero) estar lá.

Eu não deixei a Unicamp, Unesp, Unifesp, Ufrj, UnB... porque elas não são boas ou porque eu me sinta superior (como muita gente acha que eu sou). Eu as deixei porque tenho um sonho: Medicina USP. Será que é um pecado se dedicar para conquistar o seu sonho? Será tão criminoso assim querer USP e não querer USP e Unicamp?

Conheci muitas pessoas que me julgaram pela minha escolha. Pelo o meu sonho. Fiquei muito triste em saber que pessoas tão próximas achavam que eu era ridículo somente porque eu escolhi uma única universidade.

Hoje eu sou Feliz em saber que estou próximo de conquistar o meu sonho. Feliz em saber que mesmo existindo aqueles que me criticam, existem aqueles que me apoiam e me ajudam de todas as maneiras possíveis.

A vontade de ajudar, de aliviar o sofrimento e de tentar trazer novamente o sorriso para uma pessoa me impulsiona a lutar pela Medicina. Esta profissão permitirá que o sonho de uma criança se torne realidade: um cientista herói.

Espero que este texto tenha te ajudado de alguma maneira. Eu o escrevi porque muitas pessoas me perguntam o motivo de eu querer Medicina USP.

Aguardo vocês no próximo texto. :)


A reprodução deste texto é proibida e protegida pela lei do direito autoral nº 9610 de 19 de fevereiro de 1998. 


The Life Like Lab

Olá, tem alguém aí? Se tiver, deixe um comentário para que eu possa saber que não estou conversando comigo mesmo por meio dessa metalinguage...