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quinta-feira, 28 de abril de 2016

LUZ, CÂMERA, AÇÃO!

Que tal alguns filmes e documentários para assistir no final de semana?

JANGO” – Silvio Tendler, 1984
O documentário mostra um pouco da trajetória do ex-presidente. Um documentário perfeito para compreender a agitação política do Brasil antes do Golpe Militar, em 1964.

ILHA DAS FLORES” – Jorge Furtado, 1990
Revela a questão do lixo na sociedade atual. Apesar de ter mais de vinte anos, o documentário é muito atual.

NÓS QUE AQUI ESTAMOS, POR VÓS ESPERAMOS” – Marcelo Masagão, 1999
Esse documentário sintetiza os principais pontos do século XX. Muito belo, eu adoro.

A HISTÓRIA DAS COISAS” – Louis Foz, 2007
Ideal para compreender a sociedade de consumo e os conceitos de sustentabilidade.

CRIANÇA, A ALMA DO NEGÓCIO” – Estela Renner, 2008
Documentário perfeito para entender a publicidade infantil, as táticas de vendas e o absurdo que as industrias fazem para venderem seus produtos para as crianças. Já caiu no ENEM, sabia? Publicidade Infantil, acredito que tenha sido em 2014.

ADEUS, LÊNIN!” - Wolfgang Becker, 2004
O filme mostra com clareza e comoção o fim da URSS e a Unificação das Alemanhas. Assista e veja a Guerra Fria morrer.

"O CLUBE DE COMPRAS DALLAS" - Jean-Marc Vallée, 2013
Vai revolucionar alguns tabus que estão implantados em você. O filme aborda a questão da Aids no plano principal.

"A DAMA DE FERRO" - Phylida Lloyd, 2012
Neoliberalismo, Guerra das Malvinas e a bela história de Margareth Thatcher. Um filme muito bem feito!






São só algumas sugestões pra você aproveitar o frio sem sair da cama ou do sofá! Separe os livros de História e Geografia, papel e caneta são bem vindos! Convide amigos e colegas para assitirem também. Fazer um debate depois seria bem interessante. Prontos? O filme já vai começar! APROVEITEM! :)






terça-feira, 26 de abril de 2016

COLESTEROL

Você tem dúvida sobre o que são “colesterol ruim” e “colesterol bom”? As consequências de uma dieta rica em gordura e a função do colesterol no organismo? Se sim, este texto é para você.

Colesterol é um tipo de esteroide, que, por sua vez, é uma classe de lipídeos. O colesterol faz parte da composição da membrana celular de células, formação de hormônios (estrógeno e progesterona) e da produção de ácidos biliares.

Adquirimos colesterol por duas vias: pelo fígado e pela alimentação (geralmente pela ingestão de alimentos ricos em gordura animal, o que é cada vez mais comum no mundo atual). A ingestão de alimentos ricos em gordura eleva a taxa de colesterol no corpo, o que pode causar distúrbios à saúde.

Para entender esses problemas de saúde é necessário saber o que significa LDL e HDL, quais são suas funções e atuação no organismo humano.

O vilão de toda essa história é o LDL (lipoproteína de baixa densidade), cuja função é transportar colesterol para os tecidos periféricos, tornando-o disponível para a utilização. LDL é o “colesterol ruim”, pois o seu excesso no organismo pode ser prejudicial. O deposito de LDL nas artérias pode ser oxidado, gerando inflamações. Ele é o grande causador da aterosclerose, podendo gerar o infarto do miocárdio ou AVC, devido à formação de coágulos nas artérias.

O mocinho deste texto é o HDL (lipoproteína de alta densidade), responsável por transportar o excesso de colesterol dos tecidos periféricos para o fígado, onde é quebrado e fará parte da bile. O HDL remove o LDL do corpo. Adquirimos HDL por meio da ingestão de óleos vegetais insaturados, como azeite de oliva. Este é capaz de elevar a taxa de HDL no organismo e a taxa de secreção de bile pelo fígado, o que estimula a digestão de gorduras e vitaminas lipossolúveis.

Muito importante ter esses conceitos em mente, para que você possa escolher seus alimentos de maneira consciente dos efeitos colaterais, que podem ser maléficos ou benéficos.


segunda-feira, 18 de abril de 2016

O DIREITO À LITERATURA


            Os ideais da Revolução Francesa (1789) deram a base para a construção da Declaração dos Direitos Humanos. Tal documento entende a liberdade e a igualdade de direitos nas esferas econômica, social e cultural, atingindo todos os seres humanos. De acordo com essa concepção universalista, os direitos humanos estão acima de qualquer poder existente. Com base nesse documento criado pela Organização das Nações Unidas – ONU -, Antônio Candido estabelece relações entre direitos humanos e literatura.

            Em O direito à literatura, Antônio Candido analisa uma contradição existente na humanidade: o crescimento do racionalismo acompanhado, proporcionalmente, do irracionalismo. O racionalismo é presente no desenvolvimento de técnicas que foram capazes de romper algumas barreiras que os liberalistas e socialistas acreditavam que, ao serem derrubadas, levariam ao desenvolvimento de um mundo mais junto e igualitário. No entanto, isso não ocorreu, pois a irracionalidade ainda representa um impasse para que a igualdade e a liberdade não sejam apenas utopias. O ser humano aumentou o seu conforto, mas excluí dele as grandes massas que são condenadas à miséria. Antônio Candido acredita que somos a primeira geração da história capaz de solucionar os problemas que geram a injustiça.

            A injustiça é o desrespeito aos direitos. E ao longo do texto, a definição de direitos humanos é bastante trabalhada pelo autor. Tais direitos apresentam um pressuposto: reconhecer que aquilo que consideramos indispensáveis para nós é também indispensável para o próximo. Com base nesse pressuposto, Antônio Candido critica o imediatismo egoísta presente na sociedade atual, que é a tendências das pessoas acharem que seus direitos são mais urgentes que os do próximo. Para analisar o que pode ser classificado como um direito, o autor utiliza os conceitos do sociólogo francês Louis-Joseph Lebret. Este faz distinção entre “bens compressíveis”, que incluem cosméticos, enfeites e roupas supérfluas, e “bens incompressíveis”, que são bens que não podem ser negados a ninguém, como alimento, casa e roupa. Para Antônio Candido, a literatura é um bem que não pode ser negado a ninguém.

            Literatura, segundo o autor, inclui todas as criações de cunho poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o folclore até obras eruditas. De acordo com essa definição, nota-se que a literatura é uma manifestação artística presente em todas as culturas. Todo o indivíduo estabelece algum contato diário com a literatura, podendo ser por meio de livros, ou até mesmo por meio do sonho. Nesse ponto, Antônio Candido faz uma comparação inusitada, porém inteligente. Ele alterou um conceito sobre mito de Otto Ranke, psicanalista austríaco, e afirmou que a literatura é o sonho acordado das civilizações. Por extensão, o autor conclui que o equilíbrio social existe com auxilio da literatura, assim como o equilíbrio psicológico é estabelecido com o sonho durante o sono. Assim, Antônio Candido conclui que a literatura é um fator indispensável de humanização.

            Humanização é o processo que confirma no ser humano o exercício da reflexão, a aquisição da sabedoria, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos questionamentos da vida, a percepção da complexidade do mundo e dos seres. A literatura é capaz de realizar este processo. E isso nos faz refletir sobre a função da literatura. Para Antônio Candido, a literatura apresenta três principais funções: ela é construtora de objetos autônomos como estrutura e significado; ela é uma forma de expressão; ela é uma forma de conhecimento. Desse modo, é facilmente perceptível que a literatura colabora para que as pessoas possam organizar suas visões sobre o mundo. Além disso, a literatura apresenta forte caráter social, denunciando diversos problemas existentes nas sociedades na qual ela está inserida.

            Antônio Candido analisa alguns autores e obras literárias buscando provar a existência de uma literatura social. Ele cita Castro Alves, que teve grande parte de sua obra voltada contra a escravidão. Victor Hugo também é abordado, cuja obra abrange os problemas causados e ampliados pelo advento da Revolução Industrial. Jorge Amado denuncia em Capitães da Areia a marginalização de crianças órfãs que vivem do crime pelas ruas da Bahia. Graciliano Ramos, de modo poético, revela em Vidas Secas sofrimento de quem vive no sertão e sofre com a opressão e a falta de esperança. Esses são alguns exemplos de literatura de tonalidade social.

            O direito à literatura deve ser preservado, pois a literatura é uma necessidade universal, já que faz parte das manifestações culturais, e é um mecanismo de luta social, pois ela é um mecanismo valioso para denunciar diversos problemas, como fome, miséria, marginalização, entre outros. Antônio Candido acredita que a desigualdade gerada pela contradição da racionalidade e da irracionalidade existente atualmente pode ser eliminada por meio da alfabetização e pela disseminação de espaços de lazer, como bibliotecas e museus.

Porém, o autor apresenta uma leve atitude utópica ao afirmar que a segregação pode ser eliminada por meio desses mecanismos. É necessário melhor distribuição de renda, para que as crianças de famílias mais pobres não necessitem largar os estudos para auxiliar no sustento da família. Além disso, é fundamental que todos os direitos sejam zelados de maneira conjunta, o desenvolvimento da literatura é prejudicado quando não há liberdade de expressão. E por fim, a manipulação ideológica estabelecida pela classe dominante é uma barreira de difícil superação, pois há um investimento político e financeiro em manter as pessoas alienadas e presas ao senso comum. Esses são fatores que devem ser superados para que a literatura erudita deixe de ser um privilégio de pequenos grupos.
           



domingo, 17 de abril de 2016

EXP DEBATE

RESPEITO

Transporte público é sempre uma aventura, ainda mais em horário de pico: a densidade demográfica de um vagão às 18 horas é superior aos valores aceitáveis pela física, pois é comum dois corpos ocuparem o mesmo lugar no espaço. E nesse cenário tipicamente urbano, empurrões e trombadas acabam ocorrendo natural e propositalmente. O respeito é posto em xeque-mate nesses momentos. A sociedade sabe o que é respeito?

Acredito que sim, mas somente quando convém. O indivíduo, centrado em seus interesses, utiliza o argumento do respeito somente para se defender ou conquistar alguma meta. Vejo muito isso quando estou fazendo a transferência entre duas linhas: sempre tem alguém, que passa correndo para não sei aonde, empurrando todos (desde crianças até idosos). A maratona encerra somente quando outra pessoa também compete pelo espaço dessa que passa empurrando os seres humanos ao redor. “EI! OLHA O RESPEITO! NÃO VIU QUE EU ESTAVA PASSANDO?”

Isso me faz pensar num fenômeno muito curioso. Já repararam que quando repetimos com frequência uma palavra, esta acaba perdendo seu sentido? Usamos a palavra “respeito” sem usarmos também o seu sentido. Segundo o dicionário, tal palavra significa apreço, consideração. Também apresenta o sentido de obediência e submissão. Este último significado encontramos, geralmente, em casa. Respeitamos nossas mães, pois obedecemos a suas ordens e comandos.

Você usa qual conceito de respeito?

Respeitar o próximo é uma condição necessária para o bom convívio social. Independentemente de interesses próprios e egocêntricos, devemos respeitar os direitos de quem está ao nosso redor (mesmo que a pessoa não esteja fisicamente). Essa atitude é fundamental para o andamento progressivo da democracia, pois, pelo contrário, teremos a sociedade repleta de arrogância, violência e medo. Interessante... não parece com os tempos de hoje?

Vivemos uma instabilidade política e econômica, isso todo mundo sabe. E intensificamos a tensão criando polos opostos que não se respeitam. Vejo inúmeros casos de pessoas violentamente agredidas por estarem usando alguma roupa de coloração avermelhada. Onde fica o respeito? Onde fica o respeito pela opinião política-ideológica? Onde fica o respeito pelo próximo? O direito de ir e vir? A liberdade?

O desrespeito vai muito mais além do simples empurrão no metrô, mas todas as formas são igualmente vazias de ética e moral.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

EDUCAÇÃO BRASILEIRA


Você sabe qual é o verdadeiro cenário da educação do Brasil? Sabe qual é a situação dos demais países? Aposto que você teve um pensamento pessimista, porém realista.

A educação brasileira é um assunto que deve ser discutido, debatido... colocado em pauta sempre! Por que falar de um assunto desse? Guerra na Síria, atentado terrorista em Paris... e você vem debater educação brasileira? O que você tem na cabeça? Jiló?

Amigo e amiga leitora, se você está lendo este blog é porque está interessado nesse assunto. E, provavelmente, tem dificuldade em algum ponto no aprendizado. Se você é vestibulando, sabe que passar no vestibular é um desafio intenso e emocionante. Mas você sabe o motivo?

O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA - Programme for International Student Assessment) avalia o grau da educação dos países envolvidos. Na edição de 2012, o Brasil ficou em 58º lugar.

Segundo institutos de pesquisa, o Brasil investe U$ 2.700 por aluno no Ensino Médio.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 3,3 milhões de crianças (4 a 17 anos) estão fora da escola. O Brasil apresenta a terceira maior taxa de abandono escolar entre os países com melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Esses dados revelam que o trabalho infantil ainda é um enorme problema social.


Você sabia que 9 em cada 10 alunos que concluem o Ensino Médio em escola pública sem ter aprendido o que deveriam em Matemática? Se você estudou em escola pública e tem dificuldade em Matemática (assim como eu..) sabe muito bem o que esse mero dado estatístico representa.

Anteriormente eu apresentei alguns dados para vocês, pois, desse modo, consigo mais autoridade no que vou falar a seguir.

Um dos motivos de escrever este blog é poder difundir o conhecimento que eu adquiri ao longo da minha jornada escolar. E nela, percebi que os alunos não sabem estudar. Estudar... o que é isso? Não se preocupem, vários textos serão postados sobre esse assunto tão importante e amplo.

O professor (geralmente desmotivado, sobrecarregado e com salário baixo) apresenta um conteúdo para uma sala de, aproximadamente, 35 alunos. Vamos trabalhar com um professor de Matemática. Ele terá em torno de 3 aulas semanais com a mesma turma (diferente do professor de Filosofia, que geralmente tem 1 aula). As aula costumam durar 50 minutos. Professor Gauss (assim que vou chamar nosso colega) vai começar o estudo de Exponencial e Logaritmos em uma turma do primeiro ano. Ele faz uma breve introdução do que será o tema, mas logo a aula acaba. Nossa, que rápido! O que aconteceu no tempo dessa aula? Gauss perdeu vários minutos pedindo silêncio e esperando que a sala se organizasse. Ele também teve que fazer a chamada, apagar a lousa, pedir mais silêncio... e só depois de ter passado 20 minutos, ele conseguiu iniciar a aula.

Mas que alunos péssimos! Serão mesmo? Quantos deles receberam uma educação baseada no respeito e na compreensão do real significado da escola? Quantos deles apresentam a mentalidade de que o conhecimento é mais importante do que debater quem saiu do BBB na noite anterior? Quantos deles sabem o significado de respeitar o próximo? Não estou querendo passar uma ideia negativa sobre esses alunos.. até porque... eu já fui um deles.

Gauss entra na segunda aula da semana. Mesmo esquema: perde sempre aqueles minutos iniciais. Mas bem que Gauss poderia explicar o que significa respeito, né? Mas ele já está tão desmotivado que nem liga mais pra essa situação. O professor passou uns exercícios para seus alunos resolverem. Somente dois alunos entregaram a tarefa. E o resto? Os demais alunos não conseguiram resolver a tarefa.

Mas como esses alunos são burros! Serão mesmo? A maioria esmagadora não teve um bom ensino de Matemática no Ensino Fundamental. Os alunos não sabem com fluência as operações básicas, não sabem desenvolver equações e expressões... e muito menos fatorar, simplificar e substituir variáveis. Além disso, também não entenderam a matéria. Por que não entenderam? O professor escreveu grego na lousa. Não explicou. E ninguém ali pressupôs que deveria abrir o livro e estudar.

Agora imagina esse cenário ocorrendo em todas as aulas, todos os dias e em todas as escolas. Imaginou? Isso que você está imaginando não é nem 10% do problema da educação brasileira. Mas é a parte que podemos começar a mudar. E, consequentemente, iniciaremos um efeito dominó que mudará os 90% restantes.

Valorizando o professor, aprendendo a ensinar e aprendendo a aprender, conseguiremos autonomia de pensamento. Não seremos mais manipulados pela mídia e pelos políticos que usam fala bonita e sorriso atraente. E com isso, votaremos certo! Vamos começar a escolher melhor nossos governantes. Exigiremos deles mais investimento em educação. E assim, melhoraremos o quadro brasileiro para as gerações futuras.

Por isso escrevo este blog. Quero pelo menos plantar a semente e pedir para que as próximas gerações reguem e cuidem da plantinha. Esta se tornará uma arvore linda e que dará inúmeros frutos. Eu não comerei esses frutos... e muito menos vou me refrescar na sombra dessa árvore. Mas espero que ela exista para aqueles que virão.

Aprender a estudar é uma maneira de mudar o futuro. Não só o seu, mas o de todos que vivem ao seu redor.

(espero que você não esteja pensando que tenho jiló na cabeça... hahahha)

Voltando para os dados estatísticos...

A China ficou em 1º lugar no PISA 2012. A melhor educação é a chinesa, que valoriza as matérias de exatas (Matemática, Biologia, Química e Física).

A Rússia investe U$ 4.100 por aluno do Ensino Médio. Os EUA investem U$ 10.000 por aluno do Ensino Médio.

Estou convidando você a participar dessa jornada pela melhor educação. Divulgue este blog e repasse tudo o que você aprendeu para os seus amigos, irmãos e colegas.


Aguardo vocês no próximo texto. :)


A reprodução deste texto é proibida e protegida pela lei do direito autoral nº 9610 de 19 de fevereiro de 1998.


The Life Like Lab

Olá, tem alguém aí? Se tiver, deixe um comentário para que eu possa saber que não estou conversando comigo mesmo por meio dessa metalinguage...