domingo, 15 de novembro de 2015

CRONOGRAMA: UM ALIADO


Cronograma é um tipo de gráfico demonstrativo do começo ao término das diversas etapas de um processo operacional, contendo faixas de tempo determinadas.

Essa é a definição formal de cronograma. Porém, muitas pessoas acham a criação dessa ferramenta muito complexa e difícil. A falta de prática é um dos motivos de sentirem isso. Outros se sentem frustrados porque não conseguem seguir o planejamento determinado pelo cronograma.

Um cronograma só se torna um grande aliado quando a pessoa está determinada e focada em suas metas. Se você quiser fazer um cronograma ideal, capaz de te ajudar a elevar a produtividade dos seus estudos, deverá seguir tudo como o combinado.

Em uma folha de papel, qualquer folha, faça o rascunho de uma tabela. Nesta deverá conter colunas com os dias da semana: domingo, segunda, terça, quarta, quinta, sexta e sábado. Confesso que deixo o domingo por último, pois pra mim a semana começa na segunda-feira.

Com essa matriz, faça um esboço de como é sua rotina imutável e inflexível. Se você trabalha, coloque o período em que você trabalha. Se você estuda (cursinho ou ensino médio), faça o mesmo. A partir de agora eu vou trabalhar com o exemplo de alguém que faz cursinho de manhã e não trabalha.

Janaina é uma jovem que faz cursinho de manhã. Como ela mora longe, acorda às 05:00 de segunda a sexta-feira. Ela sai de casa às 05:30 e chega ao cursinho às 06:30. A aula dela começa às 07:00. Nesse período de 30 minutos, Janaina decidi dividir ao longo da semana leituras. Segunda-feira será destinada para ler a teoria de Biologia, na terça-feira, a teoria de Geografia... e assim por diante. Janaina acabou de OTIMIZAR O TEMPO. Ela sabe que tem pouco tempo para ler a teoria, fazer exercícios, sair com os amigos e fazer simulados. Ela sabe que não se deve jogar tempo fora em ano de vestibular.

Das 7 horas até às 12:30, Janaina fica vendo as aulas. No intervalo do cursinho ela sai pra comer algo e conversar com as amigas sobre a moça em que está interessada. Durante as aulas: anota, presta atenção, acompanha a matéria pela apostila e resolve alguns exercícios quando o professor está escrevendo na lousa ou falando coisas que não é de seu interesse.

A coitada está azul de fome, então leva marmita para o cursinho. Almoça. Às 13 horas ela vai para a sala de estudos ou bibliotecas públicas que ficam perto do cursinho. A partir de agora, ela vai estudar. Janaina tem dificuldade em Português e História. Então ela separou o seguinte esquema:

Segunda – 13h – 15h: estudar Português. 15h – 17h: estudar História. 17h – 18h: estudar Biologia.

Terça – 13h – 15h: estudar Português. 15h – 17h: estudar Geografia. 17h – 18h: estudar Biologia.

Quarta – 13h – 15h: estudar História. 15h – 17h: estudar Química. 17h – 18h: estudar Física.

Quinta – 13h – 15h: estudar Matemática. 15h – 17h: estudar Física. 17h – 18h: estudar Inglês.

Sexta – 13h – 18h: fazer uma prova antiga de um dos vestibulares de interesse.

Janaina dividiu em blocos de duas horas porque sabe que a produtividade diminuiu se você ficar mais que esse tempo em um mesmo conteúdo. Ela também deixou mais tempo para as matérias que tem mais dificuldade.

Mas e a noite? O que Janina faz quando chega em casa? Ela vai lendo algum livro no ônibus (quando possível). Chegando em casa ela fica um pouco no Facebook e depois assiste algum episódio de uma sério que gosta.

E aos finais de semana?

Sábado – 9h – 11h: corrigir simulado. 13h – 14:30: redação. E o resto do dia ela está livre para sair com quem ela quiser.

Janaina usa o domingo para fazer o que não conseguiu ao longo da semana. Ela dá aquela arrumada nos estudos para começar a semana bem.

A história de Janaina é só um exemplo de como você pode fazer um cronograma legal.
Agora eu vou para a parte mais objetiva, a parte das dicas!



Dica 1: faça sempre um cronograma semanal. Separe um tempinho no domingo para planejar a semana que começará no dia seguinte.

Dica 2: estude em blocos de duas horas. Este período é ideal para abordar uma quantidade significativa de conteúdo sem perder a concentração.

Dica 3: separe mais tempo para as matérias que você tem mais dificuldade.

Dica 4: você pode fazer seu cronograma em uma folha de papel, pelo computador ou até mesmo por meio de aplicativos para celular.

Dica 5: não exagere! Nada de querer estudar tudo de Geometria Analítica em duas horas. Além de não conseguir, você irá atrapalhar todo planejamento e desiquilibrará o seu estado emocional.

Dica 6: deixe tempo para fazer algo que goste. Separe períodos ao longo do dia para se distrair com qualquer coisa, menos estudos. Isso eleva o astral e faz com que você renda muito mais.

Dica 7: separe no próprio cronograma o que você vai estudar. Por exemplo: Janaina estuda Português durante duas horas. Mas é mais do que isso... Ela estudará na próxima segunda-feira duas horas de Português – teoria gramatical. E na outra semana, Português – exercícios de semântica e estilística.

Crie o seu cronograma pensando no mínimo possível. Veja se é possível colocar mais conteúdo em uma determinada matéria... ou se é necessário diminuir em outra. Seja flexível. Não exija de você mais do que você pode suportar. Ninguém te conhece melhor do que você mesmo.

Abaixo você verá um modelo de cronograma.



Aguardo vocês no próximo texto. :)


A reprodução deste texto é proibida e protegida pela lei do direito autoral nº 9610 de 19 de fevereiro de 1998.

sábado, 14 de novembro de 2015

FUVEST: COMO SE PREPARAR NA RETA FINAL?


A prova da primeira fase da Fuvest será no dia 29 de novembro de 2015. Temos somente alguns dias até que ela chegue. O que eu devo fazer?


Aqui eu vou pressupor dois cenários. O primeiro é daquela pessoa que estudou bastante ao longo do ano. Viu toda a teoria e está pronta pra prova. Isso não significa que ela passará, mas quer dizer que ela deu o seu melhor para conquistar a tão sonhada vaga. O outro cenário é do indivíduo que largou matemática e história em março e está com medo de zerar nessas matérias.

Para quem estudou direitinho ao longo do ano: parabéns. Este é o momento de você diminuir um pouco o ritmo nos estudos. Se você estuda 8 horas diárias, estude 6 horas. Diminuir um pouco o tempo nos estudo permitirá que você poupe energia para o dia da prova.

Uma excelente estratégia é fazer provas antigas da primeira fase. Imprima ou baixe as provas. Mas quantas provas? Eu conheço pessoas que gostam de imprimir desde 2000. Eu não recomendo. A prova da Fuvest sofreu mudanças ao longo dos anos. A quantidade de questões mudou e o estilo de cobrar a matéria também se alterou. Eu imprimi desde 2007.


Faça as questões em ordem crescente de ano. Corrija com carinho. Analise o que você errou e busque não errar na próxima prova. Perceba também o estilo de se cobrar as questões. Com isso, você chegará no dia 29 sabendo o que te espera. Você já estará adaptado ao estilo de prova e poderá deduzir quais conteúdos serão abordados.

Assim, a chance de você passar para a segunda fase será muito maior.

Para quem abandonou alguma.. ou algumas matérias ao longo do ano: nada de desespero e planos de estudo JK (estudar o que deveria ter estudado em 50 dias em 5). Sobrecarga é a pior coisa que você pode fazer agora.

Eu recomendo que você busque vídeo-aula para assistir. Mas tem que ser das matérias que você largou ou da que você vai pior. Assista às aulas de noite, durante umas duas horas. Elas vão te ajudar a se situar um pouco no conteúdo.

De manhã, busque ler algum texto na internet que resuma o tema da aula assistida no dia anterior. Leia resumos teóricos, livros... o que você tiver. Mas faça isso somente de segunda a sexta-feira, sempre no período da manhã (ou a tarde caso faça cursinho... Veja sempre qual é o melhor momento pra você).

No período da tarde, faça provas antigas. Desde 2007. Veja como a Fuvest cobra Matemática e priorize as matérias que mais caem: Geometria sempre está presente. Corrija a prova que você fez, sempre focando nos seus erros.

Isso tudo fará com que você não zere a prova. Talvez você vá bem, mas saiba que o momento de aprender não é agora. E TAMBÉM NÃO É MOMENTO PARA DESESPERO.

Fazendo provas antigas e as corrigindo, você será capaz de analisar quais são as suas deficiências e suas armas. Com base nisso, estabeleça uma ordem para fazer a prova. Vou usar de exemplo o que eu faço.

Faço a prova em diferentes ordens para ver qual que me dou melhor. Eu tento alternar humanas e exatas para não saturar. Também vejo como eu vou fazendo a prova na ordem. Recentemente, conclui que existem duas sequências que fazem eu ir bem:

1 – BIO, ING, 5 POR, FÍS, GEO, 5 POR, HIS, QUI, 5 POR, MAT.
2 – Ordem, mas deixando Matemática por último.

A primeira eu alterno exatas e humanas e quebro Português em três blocos. Minha maior nota em um simulado foi usando essa sequência: 84. E o bom dela é que ela permite que você tenha um desenvolvimento mais ou menos constante e não sature tanto. Mudando de assunto, sua mente esfria em uma parte e aquece em outra. Diferente do ENEM, que são 45 questões de Matemática, e você chega em um ponto que não aguenta mais olhar pra números. hahhaha

A segunda ordem difere da primeira porque eu não quebro português e também não alterno. Deixo Matemática por último porque é a matéria que eu tenho um menor desempenho (na minha última prova foi 50%). Então... já que é a matéria que exige mais tempo e que eu tenho mais chance de errar... que fique por último. Assim eu não prejudico a fluidez da minha prova.

Faltando pouco tempo para a Fuvest, recomendo que você faça uma revisão por meio de provas e aprofunde em tópicos, caso seja necessário. Ansiedade, medo, desespero só vão te atrapalhar e diminuir seu animo e rendimento no dia da prova.

Permita-se sair com os amigos uma vez por semana (mas nada de exageros), comer algo gostoso, ver um filme que te deixe feliz. Vá com calma.



Desejo boa prova e boa sorte (sorte nunca é de mais! Hahah) para todos que leram este texto.


Aguardo vocês no próximo texto. :)


A reprodução deste texto é proibida e protegida pela lei do direito autoral nº 9610 de 19 de fevereiro de 1998

domingo, 8 de novembro de 2015

COMO EU ME APAIXONEI PELA MEDICINA


Medicina, dá onde eu tirei essa vontade de te querer ? Essa é uma pergunta complexa. Sem dúvidas inúmeros fatores influenciaram para que eu escolhesse essa carreira. Neste texto, tentarei expor os motivos que fizeram com que a minha opção fosse Medicina e não... Direito, Jornalismo, Química ou Gastronomia.

Eu sempre tive interesse pela ciência. Comecei a ter mais contato com ela no ensino fundamental, com a matéria denominada Ciências. Claro que hoje eu sei muito mais sobre o significado dessa palavra, mas na época, ciência significava cientista, estrelas, animais, corpo humano, laboratório, descobertas, etc. Sempre tive certeza que era sendo um cientista que eu seria feliz.

Biologia sempre foi a opção mais tentadora, principalmente porque era a única. Eu não tinha conhecimento da gama de áreas do conhecimento que eu poderia escolher. Com 10 anos eu me imaginava trabalhando em instituições que ajudassem a fauna e a flora, os seres humanos... o planeta. Foi nesse ponto em que a loucura infantil bateu mais alto e grudou na minha alma como chiclete no cabelo: eu queria ser um herói!

A vontade de ajudar e de salvar vidas foi crescendo com o passar do tempo, mas Medicina não era cogitada. Queria acabar com as dores que eu via em minha mãe, com os sofrimentos das pessoas que eu observava em programas sensacionalistas de televisão. Como eu poderia ajudar tanta gente? Por que há tanta dor e sofrimento? Entrei numa onda meio pessimista para alguém da minha idade. Sempre tinha em mente uns assuntos que muitos, para não falar todos, nem imaginavam. Eu queria entender o motivo de existir a morte, a causa das doenças, da fome e da desesperança.

Mas Medicina ainda estava passeando em outra galáxia. Eu ainda me imaginava no campo do conhecimento científico (lembrando que eu tinha aquela concepção estereotipada de ciência). Biologia deixou de ser uma opção quando eu encontrei um texto que falava sobre Biomedicina. Que maravilha seria trabalhar com pesquisa e ajudar tanta gente. Nutri essa ideia até o último ano do ensino fundamental.

Tive a sorte de ter conhecido tanta gente legal, interessante e diferente na escola onde eu fiz o meu ensino médio. No primeiro ano, conheci uma grande Amiga, que por acaso queria ser médica. Ela falava com tanta paixão... fiquei curioso em saber mais sobre tal profissão heroica e bela. Pesquisei durante meses. E fui me apaixonando pela Medicina. Será mesmo que é isso que eu quero? Tanto esforço e dedicação serão necessários para que eu consiga atingir esse objetivo. Será mesmo que é isso que eu quero?

Paralelamente, a vontade de fazer Jornalismo também foi crescendo. Eu queria sair atrás da notícia. Denunciar a mentira e revelar a verdade. Desmascarar todos que ousassem usufruir do sofrimento de alguém em prol de interesses egoístas. Mas a paixão foi esfriando... diminuindo... sumindo. Jornalismo foi embora, dando espaço para que a Medicina tomasse conta de meu coração.

Estava decidido! Eu quero ser médico!

Comecei a pesquisar universidades, entrevistas e tudo o que todo mundo faz quando descobre que quer Medicina. Sempre tive interesse pela área de neurologia, pois o cérebro humano é um universo tão belo quanto o das estrelas que não conseguimos ver com nossos olhos, mas estão dançando pelo universo.

Minha preparação para o vestibular começou no segundo ano do ensino médio. Porém, eu não sabia das estratégias e métodos de estudos que eu sei hoje. Eu me dedicava muito, mas somente o suficiente para um curto período de tempo. Foi o bastante para conseguir um bolsa excelente em um cursinho muito bom.

No terceiro ano do ensino médio, Medicina era a única certeza que eu tinha. Fiz o meu primeiro ano de cursinho nessa época também. Nele eu conheci grandes Amigos e tive contato com a tonelada de mols de matéria que eu não tinha visto no ensino médio. Foi um ano complicado pra mim.

Nesse mesmo ano, para completar a novela, eu entrei em crise! Medicina x Astronomia, qual delas eu amo mais? Eu sempre fui apaixonado pelo cosmos. O mistério da noite sempre teve espaço nos meus melhores pensamentos. A vontade de conhecer o que há além deste mundo cresceu exponencialmente.

Sempre participei de muitas olimpíadas acadêmicas, e uma delas era a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Eu tinha lido que naquele ano, os medalhistas de ouro iriam ter uma oportunidade unica de trabalharem por um tempo no Observatório Astronômico Europeu, que fica no deserto do Atacama, Chile. Eu coloquei como meta: se eu conseguir ouro, adeus Medicina.

Bom... aqui estou ralando para passar em Medicina. Vocês são capazes de concluir o resultado da OBA. Hahahha

Medicina renasceu com todo o vapor.

Quando eu coloquei como meta o curso de Medicina, também estabeleci uma regra: onde eu passar eu vou. Ela logo foi quebrada... Todos nós temos sonhos. O meu sonho tem nome e sobrenome: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Fmusp).


Uma das minhas Amigas que eu fiz no primeiro ano de cursinho passou na Fmusp. Ela me apresentou para muita gente e mostrou toda a faculdade. A paixão deixou de existir. Agora era AMOR. Eu queria (e ainda quero) estar lá.

Eu não deixei a Unicamp, Unesp, Unifesp, Ufrj, UnB... porque elas não são boas ou porque eu me sinta superior (como muita gente acha que eu sou). Eu as deixei porque tenho um sonho: Medicina USP. Será que é um pecado se dedicar para conquistar o seu sonho? Será tão criminoso assim querer USP e não querer USP e Unicamp?

Conheci muitas pessoas que me julgaram pela minha escolha. Pelo o meu sonho. Fiquei muito triste em saber que pessoas tão próximas achavam que eu era ridículo somente porque eu escolhi uma única universidade.

Hoje eu sou Feliz em saber que estou próximo de conquistar o meu sonho. Feliz em saber que mesmo existindo aqueles que me criticam, existem aqueles que me apoiam e me ajudam de todas as maneiras possíveis.

A vontade de ajudar, de aliviar o sofrimento e de tentar trazer novamente o sorriso para uma pessoa me impulsiona a lutar pela Medicina. Esta profissão permitirá que o sonho de uma criança se torne realidade: um cientista herói.

Espero que este texto tenha te ajudado de alguma maneira. Eu o escrevi porque muitas pessoas me perguntam o motivo de eu querer Medicina USP.

Aguardo vocês no próximo texto. :)


A reprodução deste texto é proibida e protegida pela lei do direito autoral nº 9610 de 19 de fevereiro de 1998


sábado, 7 de novembro de 2015

PLANEJAMENTO NOS ESTUDOS


O planejamento nos estudos é o primeiro passo para que o estudante, seja ele do ensino fundamental, médio, superior ou vestibulando, consiga atingir suas metas e expectativas.

Neste texto, explicarei de modo geral como você poderá se organizar nos estudos. Mas o que isso significa? Estudar não é somente... estudar? Eu preciso estudar para estudar?

O primeiro grande passo para um planejamento que funcione é estabelecer uma meta. Para um aluno do ensino fundamental, essa meta pode ser ir bem em uma prova de geografia ou ganhar uma medalha em alguma olimpíada acadêmica. Para um vestibulando, a meta é clara: aprovação.

Após estabelecer a meta, a próxima etapa é descobrir o que será necessário para sua realização. A partir de agora, eu vou usar somente o exemplo do vestibulando.

Para que a aprovação saia do mundo dos sonhos e se torne realidade, o vestibulando deve agir. Ele tem uma meta, agora vamos trabalhar no seu desenvolvimento. E para que isso ocorra, algumas perguntas chaves podem ser feitas:

Quais vestibulares eu vou prestar?
Qual curso eu quero?
Quanto tempo eu tenho para me preparar?
Eu tenho material necessário?
Quais são as minhas dificuldades?
Por onde eu começo a estudar?

Essas perguntas podem parecer simples para muitas pessoas, mas são, muitas vezes, o pesadelo do vestibulando. Pois o vestibular é sempre uma incerteza: você está se esforçando para conquistar um sonho, mas a nota de corte pode mudar de um ano para o outro.. ou a segunda fase estar muito mais difícil do que o ano passado. Esses pensamentos malucos cercam a minha menta constantemente. E eu sei que eles também estão presentes na mente de muitas outras pessoas. E para que eles desapareçam, as perguntas apresentadas anteriormente devem estar bem respondidas e sedimentadas em nosso consciente.

Quais vestibulares eu vou prestar?

Eu sempre quis ficar com minha família e amigos. Nunca me imaginei efetivamente morando em outro estado. Por isso a lista de universidades que eu poderia prestar diminuiu exponencialmente. Moro no estado de São Paulo, e para mim as opções eram: USP, Unesp, Unicamp e Unifesp. Nunca cogitei na hipótese de prestar uma universidade particular, pois sei que seria muita aventura para mim pensar em pagar um curso de Medicina.

Muitas pessoas que eu conheço param nessas quatro universidades, pois todas são excelentes e ficam dentro do estado. Mas eu afunilei ainda mais. Meu namorado e muitos dos meus grandes amigos estudam na USP. Além disso, eu moro relativamente perto dessa universidade. Universidade de São Paulo sempre foi a primeira opção. A Unifesp se tornou a segunda e última opção quando eu descobri que o campus de Medicina ficava na cidade de São Paulo.

Bom, eu contei toda essa história para exemplificar o que você pode fazer para escolher quais universidades você prestará. Quais critérios serão estabelecidos para ponderar a gama de instituições que você poderá ser aprovado.

Qual curso eu quero?

Esta é uma pergunta totalmente pessoal. Cada um deve encontrar sua resposta por meio dos seus interesses, vontades e paixões.

Eu escolhi Medicina por vários motivos. Com essa profissão eu ajudaria o próximo e ficaria perto da parte científica que tanto adoro. Em outro texto eu conto com detalhes como foi a minha escolha.

Quanto tempo eu tenho para me preparar?

Eu recomendo que um vestibulando comece a se preparar sempre o mais breve possível. Se possível, comece hoje! Cada segundo bem aproveitado pode ser util para a conquista de seus sonhos.

Mas essa pergunta é muito mais ampla. Quanto tempo em um dia eu tenho para me preparar? Quanto tempo por semana?

Eu recomendo que cada estudante crie um cronograma semanal para se organizar. Separe blocos de duas horas para estudar uma determinada matéria. Estudos mostram que ultrapassar duas horas em um determinado assunto não colabora para o aprendizado, pois a concentração diminui e a produtividade também.

Outra dica importante é focar bastante nas matérias que você tem dificuldade. O que significa que você só vai dar uma atenção maior do que as outras, sem deixar de estudar o resto.

Eu tenho o material necessário?

Para um vestibulando será necessário ter toda a teoria do ensino médio em mãos. A internet é uma ótima ferramenta, mas apresenta suas desvantagens. Facebook, Instagram, YouTube... Netflix ...(eu não sei mais o que seria interessante para a maioria das pessoas, pois eu não costumo acessar com tanta frequência esse recurso tecnológico). A internet apresenta inúmeras distrações, e é por esse motivo que eu recomendo sempre que o estudante use livros. Sim, o bom e velho papel ainda pode ser encontrado com uma determinada facilidade. Encontre apostilas de cursinhos e livros didáticos.

Fazer provas antigas dos vestibulares que você vai prestar também é uma ferramenta importante no avanço do aprendizado.

Quais são as minhas dificuldades?

Um método muito simples de descobrir quais são as suas dificuldades é fazendo uma prova da sua faculdade favorita. Eu fiz o seguinte: imprimi e fiz a prova da Fuvest 2015 em janeiro deste ano. Em seguida, eu divido em blocos por matéria e faço um cálculo simples. Divido o número de questões acertadas pelo total de questões de cada matéria.
Por exemplo: acertei 5 questões de Matemática. A prova apresentava 12 questões. 5 dividido por 12 = 0,41 ou 41%. Para Medicina, essa porcentagem representa um alerta vermelho. Desde então, considero essa matéria a minha dificuldade maior e trabalho nela com mais carinho e dedicação.

Por onde eu começo a estudar?

Comece estudando tudo pelo básico, pelo começo. Estude toda a matemática básica antes de começar a matemática do ensino médio. Domine as operações básicas e ferramentas, pois uma casa só será segura se tiver uma base sólida e sem buracos. Biologia você poderá começar pela primeira página do livro de Biologia do primeiro ano do ensino médio.

O planejamento de estudos é muito importante. Ele deve ser a primeira coisa a se pensar sempre que você for estudar. Ele ajuda a elevar a produtividade e diminuir o tempo gasto com bagunça, que poderá servir para você passerar com os amigos, ver a família na sala de casa, abraçar e beijar o namorado... ou até mesmo dormir.


Aguardo vocês no próximo texto. :)


A reprodução deste texto é proibida e protegida pela lei do direito autoral nº 9610 de 19 de fevereiro de 1998

The Life Like Lab

Olá, tem alguém aí? Se tiver, deixe um comentário para que eu possa saber que não estou conversando comigo mesmo por meio dessa metalinguage...